sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sacal S.A.



Eu poderia passar horas e páginas reclamando de tudo ao meu redor. Das pessoas que esbarram em mim, das ruas esburacadas, dos motoristas individualistas, das pessoas que não calam a boca, de pais irresponsáveis e crianças crescendo antes do que deveriam. É fácil reclamar. Eu poderia fazer todos os erros já um dia cometidos e culpar um outro alguém. É mais fácil fingir, jogar o peso nas costas do outro. Eu poderia dizer todas as vezes que você esteve errado. É claro que lembrarei porque naquelas ocasiões eu estava certa. Ou achava que estava. Todos aqueles momentos. É mais fácil enganar-se. Enganar-me. Eu poderia passar horas falando dos problemas, mas tentaria dar alguma solução. Pelo menos uma. Dizer como você é irritante; lembrarei também de que você já me fez sorrir. Eu poderia falar em como a cidade é totalmente poluída e em como tem dias tão secos que fica difdifícil respirar, nos litros de água que descem por minha garganta e no colírio na minha bolsa. Mas continuarei, direi que a cidade é linda à noite; mesmo sendo péssimo para o planeta, é ótimo para a visão. Nas árvores perdidas nos concretos. Falarei das pessoas mal educadas no metrô, mas também das pessoas gentis na rua que compartilharam o guarda-chuva comigo e alguém. Eu poderia passar páginas e páginas, parágrafos e parágrafos desprezando, reclamando e criticando tudo ao meu redor. Claro, é mais fácil, não é?

-YMR-

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Ponteiros refletidos

Sentada sobre o parapeito da janela, uma xícara de chá quente esquentando meus dedos, cansada e sem sono demais para o usual café. O calor tinha finalmente dado trégua, dando lugar a uma noite fria mas com o ar ainda árido; não chovia há mais de uma mês.  Penso em como tudo mudou tanto em tão pouco tempo e ao mesmo tempo continua o mesmo. É exatamente como a vida, você está sempre mudando, mas no final das contas você continua sendo a pessoa com a mesmas manias e frescuras chatas, algumas ficando mais irritantes ainda, outras nem tanto. A questão é, no final a essência é a mesma. O ano já esta acabando e eu não cumpri metade das coisas que eu planejava; mas a lista é enorme, então eu me sinto pelo menos um pouco orgulhosa de mim mesma. Listas… listas e mais listas… Lembro de umas das minha primeiras que eu fiz ainda criança, e o primeiro item era "Cumprir todos os itens dessa lista", creio que eu não cumpri esse tópico, portanto eu não cumpri muitos outros, a culpa como sempre, é de nós mesmos. Pensando aqui comigo, vivemos nossa vida tão automaticamente que acabamos não dando valor à maioria das coisas do nosso dia-a-dia. Listas deveriam ser um lembrete do que fazer, de nossas ambições, e de que temos um propósito para viver. Deveriam ser um lembrete de que devemos aproveitar o tempo que temos. No final das contas não acaba sendo nada disso, o que acaba acontecendo é que ficamos tão agitados em concluir os itens, que esquecemos o propósito de tal coisa. Ou então acabamos largando tudo, esquecendo nossas aspirações e jogando fora o tempo por coisas inúteis. Coisas que acabamos fazendo sempre, todo dia; e é aí que nasce a rotina. Sinto que todo dia tento encontrar um tempo livre onde não existe, o dia possui 24 horas, não dá para você simplesmente atrasar o relógio e dizer que terás mais algumas horas extras. Pensando bem, é bem possível, pois nesse século que estamos o homem depende do relógio, mas nesse caso não seria uma coisa muito boa, você estaria sempre atrasado em relação  ao universo; pois você pode sabotar o homem e a ignorância do mesmo em relação ao tempo, mas não pode sabotar a orbe. Tomo mais um gole da minha xícara, o chá não tão mais quente por conta do vento gelado. O telefone está tocando, dessa vez eu resolvo não atender. Estou cansada, de tudo e de todos, e isso inclui a mim mesma. Já é noite e eu deveria estar dormindo, mas a sensação de não ter feito muita coisa hoje é frustrante demais para eu conseguir cair no sono. E é nesses momentos que, as vezes, eu encontro tempo para pensar; resolvo passar um tempo sozinha fazendo nada, só pensando, dando um tempo para apreciar a vida, porque nesse mundo onde vivemos tão desesperadamente devemos sempre, de vez em quando, parar, desacelerar, apreciar a vida, as pessoas, as mudanças, as tristezas, os sorrisos, o vento gelado, a cama quentinha, o miado do seu gato, a risada daqueles que você ama. A vida. A vista. O ritmo do seu coração avisando para aproveitar o que tens enquanto ele continua a bombear sangue para o seu corpo.

Olho para o relógio, daqueles estilo de bolso. Meu pai me deu em um aniversário, disse que era de família; o pai dele, meu vô, deu de presente quando ele tinha a mesma idade que eu na época, dizendo "O tempo é precioso. meu filho. Acredite no seu velho aqui, você só dará importância a ele quando você der conta de que o seu, esta acabando." E meu pai me entregou completando "Isso é um lembrete. Um lembrete do tempo, sobre o tempo, para o tempo. Se você não entendeu nada, um dia eu sei que entenderá, como eu entendo agora."


Meia-noite. Esse é o horário. Puxo o pino e giro, voltando uma hora. Bom, para tudo tem as suas exceções.


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Esse texto foi escrito por mim e já postado anteriormente em um dos meus antigos blogs. Resolvi postar novamente, achei que seria uma boa.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Track Decode: Who are the Cool Kids?

On my trip to Florida there was one song that wouldn’t stop playing on the radio. Cool Kids by Echosmith. Here’s the thing, I have heard of them before, especially on Awkward (you know the MTV tv show? If you don’t know what I am talking about, what are you waiting for? Go watch the pilot!), where they mention them in one of the episodes of the fourth season.
When I came back to Brazil this song got stuck in my head for days and it became part of my Florida 2014 Soundtrack (along with All About that Bass… Seriously, it gets stuck like a gum, it’s annoying!).

Already at my home with this song playing in my mind endlessly, I decided to listen now with the lyrics in front of me so I can pay more attention to it. I had many first impressions of the lyrics, so I kept reading over and over, and I got into a conclusion (also with a little help from some fellas in the youtube comments, oh yeah, there are a few nice people left in that section wo hoo!). So here I go…

One of my first thoughts right after I decided to analyze the song a little deeper was “youtubers”. A few months ago, many videos were posted where “The Youtube Culture” was discussed, videos where they said things like “we’re ordinary people like you”. I didn’t want to go behind that subject, so I don’t know how* it all started and why. However, that was a topic that was surrounding the social media for a while, not only youtube but many others. In summary, the relationship between “content maker” and their audience was discussed, and how the whole thing was idealize.

I am going to stop right there because this is a hell of a theme with a lot of content to talk about (maybe an entire blog post about this? Hummm…). Therefore, we should come back to the beginning of this all. Cool Kids. Got it? Remembered? Great! Thinking about the lyrics, I imagined the Cool Kids being perfect people fantasized by ordinary people. Celebrities and their fans.

Let the decode begin.




Have you ever noticed how everybody in the business know each other? It doesn’t matter if it’s in Hollywwod, or in the Google premises, those who use of the same communication tools know each other. It’s like they have their own privet club. Or maybe it’s because they work in the same area, which makes the possibility of a rencounter more possible. (I rely on the second option).



In this world, who gets more views? Your video for the Ice Bucket Challenge or Taylor Swift? Oh well… We all know the answer. (But what I like to remember is that anyone could get as popular as Ms. Swift. She was just like us before she became one of the biggest pop stars, right?)

We’ll skip the chorus. I’ll talk about it later.



This verse and the following one, to me, seem to have more interpretations than the rest of the lyrics. This is where the cool kids are treated more like human beings and less like flawless creatures. They are not seen as invincible as they appear in the beginning of the song. Not anymore.



They sound so happy and free and young and yes YOLO. Nope. Read it again and I saw a different point of view for the picture in my mind. The cool kids are people who are just as confused and complicated as we are. It’s like they’re thinking “We are on top of the world but now what?”.



The chorus may seem harmless, but I have to detach one simple little detail that might get lost with the rest of the words. “ ‘Cause all the cool kids seem to get it”
They know. They understand. They have the secrets of it all. Why the rest of us don’t? How do we find out?
The real question is: do we really wanna know?



The album Talking Dreams was released in 2013, but better late than never because they are fresh talents that deserve to be recognize. I listened to their album and you should too.


*if you watch the linked videos, Vicky says the debate started with Louise (Sprinkle of Glitter), but we don’t know if she was inspired by another video or whatever, so how it began is still a mystery to me. 

sábado, 25 de outubro de 2014

Por trás da letra: quem são os Cool Kids?

 Eu me deparei com Echosmith dando uma passeada pelos videos do youtube. Não sabia que a repercussão era tanta até um tempo depois a banda ser mencionada em Awkward (sabe, aquele série da MTV? Se a sua resposta foi não, o que você esta esperando? Vai lá assistir ao primeiro episódio!), e foi na minha viagem à Florida que eu percebi que a popularidade era maior do que nós, brasileiros, imaginaria. A musica Cool Kids tocava sem parar nas rádios americanas. Pra você ter noção, eu voltei pra casa sabendo 90% da letra. O refrão chiclete ajuda também.
O album Talking Dreams foi lançado em 2013, mas melhor tarde do que nunca, porque um grupo tão jovem com um estilo tão característico, merece ser reconhecido. Hoje estou aqui para conversar um pouco sobre uma musica em particular: “Cool Kids”. Você já deve ter ouvido, e se não, clique aqui e seja feliz.

Eu tive várias primeiras impressões sobre a letra, porém depois de analisar um pouco mais a fundo e fitar a letra por vários minutos… e também ter a ajuda de algumas pessoas legais nos comentários do music video no youtube (sim, ainda existem pessoas boas na seção de comments! \o/ ), cheguei à conclusão. A minha conclusão.

Um dos meu primeiros pensamentos, logo quando eu resolvi analisar a musica mais sériamente, foi “youtubers”. Alguns meses atras, vários videos com o tema voltado para “A Cultura do Youtube” foram postados, vídeos em que diziam coisas como “somos apenas pessoas, como você”. Eu não fui atras da parte intrinseca do assunto, eu não sei exatamente como ele foi introduzido primeiramente e o porque*. Porém, essa conversa já estava percorrendo as redes sociais já fazia um tempo, não só o Youtube como vários blogs. 
Em resumo, era discutido a relação: formador de conteúdo e sua audiência, e como a coisa toda era idealizada. 

Vou parar por aqui, pois isso é de um conteúdo extenso que vale uma discussão própria. Portanto, devemos voltar a origem do pensamento e como eu cheguei até a este lugar. Cool Kids. Sim, lembrou? Ótimo! Pensando na letra, eu imaginei que os Cool Kids seriam aquelas pessoas perfeitas, fantasiadas por pessoas comuns. Pessoas famosas e seus fãs.

Let the decode begin


 Vocês já perceberam que todos no bussiness se conhecem? Não importa se é na area hollywoodiana ou nos QG do Google, aqueles que usam do mesmo meio de comunicação se conhecem. É como se eles tivessem um clube secreto. Ou talvez seja porque eles trabalham na mesma área, o que fica mais provável um encontro acontecer em algum momento. (Eu aposto mais na segunda opção)



Nesse mundo, quem tem mais views? Você participando do Ice Bucket Challenge ou a Taylor Swift? #depressão (Só não se esqueça que qualquer pessoa pode ficar tão popular como a senhorita Swift, ela não é nenhum ser de outro mundo. Não estou falando que é fácil, só estou dizendo que é possível.) 

Pularemos o refrão. Falarei dele(s) por ultimo.



Mais um pouco de idealização (sim, eu adoro essa palavra). E individualismo também. Esses versos e os próximos, para mim, parecem ter mais interpretações que o restante da musica. É também nessa estrofe que os idealizados começam a ser tratados um pouco mais como humanos. E já não são tão invencíveis como retratado no começo da música.



Você pode olhar como um estilo de vida mais libertador, que os Cool Kids são pessoas que fazem as suas próprias vontades, pessoas espontâneas e casuais que são mais felizes desse jeito. A minha interpretação é outra, como eu disse anteriormente, essa estrofe é a que possui mais interpretações que o resto. Para mim, é nessa parte da musica que a vocalista torna os Cool Kids mais mortais. Eles são pessoas tão confusas e complicadas como nós, eles podem estar no topo, mas o que fazer depois?



Não tem o que comentar no refrão, mas precisei destacar apenas um detalhe que na verdade é uma das minhas partes prediletas da musica, mesmo sendo um verso simples e quase tão igual quanto o restante. “ ‘Cause all the cool kids, they seem to get it.

Eles conhecem, entendem. Eles possuem o segredo de tudo. Por que o resto de nós não? Como eu consigo esse segredo também?

A questão é: realmente queremos saber?


Essa foi a minha opinião, adoraria saber a sua. =]


*Se você assistir aos videos linkados no texto, a Vicky diz que a discussão começou com a Louise (Sprinkle of Glitter), mas não sabemos se ela foi inspirada por outro video ou texto ou whatever, então para mim, o começo de tudo ainda é um mistério.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Downtown Disney and ICE CREAM!

These are the only pictures I took while we stayed in Florida, so I decided to share for no particular reason.

on our way


We went to Downtown Disney to have dinner but mainly to visit. Well, it was the only day I took the camera with me so here are some pics.





We stayed there for just a little more than 1 hour than we went back to the hotel and we ended up having dinner there, eating pre cooked meals. Yep.


And then, ice cream. I had to take a picture of it. Just because. Yum! (That was in a whole other day, yum anyway!)